Baita notícia: duo de soul Myron & E assinam com Stones Throw!

Os caras andavam meio sumidos, lançando um ou outro compacto pela Timmion Records acompanhados pelos sensacionais The Soul Investigators. Mas faltava algo: um disco. E é isto que a parceria com a label de Peanut Butter Wolf irá gerar. A produção deve sair no ano que vem. Demorará um pouquinho, mas a espera valerá a pena, estejam certos disso. Enquanto isso, curtam a baladinha I Can’t Let You Get Away e fiquem ligados no hotsite da dupla.

O que esperar do novo disco de Mayer Hawthorne?

Faltam menos de 15 dias para o aguardado segundo disco de Mayer Hawthorne. E nesse meio tempo, quem é fã já fica pensando no que pode vir em How do you do, título da obra. Punhetagem ou não, a gente tentou desvendar isso na base do adivinhómetro, mas baseando-se no que saiu recentemente, dá para se pensar em algumas coisas:

1) Mais funk

Apesar do rapaz sempre puxar suas músicas para uma levada mais lenta, como na maioria das produções da Detroit sessentista que tanto o infuencia, o EP de covers já mostrava que haveria novidades. Uma das versões é dum som do Average White Band, e fazendo jus a canção original, mantém a batida funk. No último vídeo divulgado em seu Vimeo, de um ensaio para How do you do, tivemos a prova que realmente teremos funk no disco. Fica o mistério se este será o único e se haverão outras abordagens do ritmo.

2) Menos soul

Óbvio que escrever isso pode parecer uma viagem das grandes, mas pera lá. Devem rolar mais estilos sendo agregados e amalgamados nesta sonoridade que Mayer criou e que muito se difere do que chamam por aí de retrô. Tá na cara que ele vai apostar em novidades e fugir do lugar comum. O single A Long Time mostrou isso não só na música, mas no clipe também. Na track, a tradicional batida que estamos acostumados a ouvir nas produções do músico e percebe-se também elementos de softrock e da cena da costa oeste americana dos anos 70 presentes.

3) Caminhos diferentes

Por No Strings, primeiro single que saiu referente a How do you do,  já dava para notar que o soulman buscava coisas novas. O som tem intro que mergulha na disco music e quando você tá crente que vai ouvir algo neste sentido, um som de orgão começa a moldar o que será a música dali em diante. Em alguns momentos, a batida lembra até rap.

Segundo entrevista no começo deste mês, Mayer Hawthorne disse que incorporaria elementos de jazz, reggae e surf rock no disco. Uma declaração meio foda de decifrar e até comum no mundo da música. Contudo, vinda do Mayer, uns 40% disso que ele falou deve rolar sim, mesmo que bem dissolvido no som como em No Strings.

4) Novo disco, velho Mayer

Apesar de tudo que apontamos, as três tracks que sairam em single e tudo o que saiu este ano tem o mesmo estilo Mayer Hawthorne. Na voz, nos arranjos, na maioria dos instrumentos tocados por ele e no clima único que passa em cada uma das músicas. Mas vindo de um cara com bagagem musical tão diferenciada, além dos detalhes mostrados aqui, How do you do tem tudo para ser mais um discaço de soul.

É claro que tudo isso foi um misto de exercício e adivinhómetro. Pode ser que nada do que foi escrito aqui faça sentido quando How do you do sair. Mas, no final das contas, quem é que não fica confabulando por aí sobre seus artistas favoritos?

PS: Fiquem ligados no Twitter do Mayer Hawthorne, que toda segunda rola o #MayerMonday, onde nosso menino de ouro posta novidades e extras para os fãs.

O workaholic Dam-Funk

Dam-Funk é um dos caras mais legais da música. Criativo a ponto de seus sons serem uma amálgama do soul e do funk dos anos 80 mas com um estilo tão próprio nas batidas e nos arranjos que dá até para arriscar a dizer que ele criou um novo tipo de funk.

No entanto, o mais bacana não é só isso, mas o fato que o músico é workaholic e posta muito material não lançado no Soundcloud. E material muito bom, diga-se de passagem. Coisa que você fica até de cara que não saiu. Convidamos todos nossos leitores a perderem horas ouvindo esse material que vale muitíssimo a pena. De prima, embedamos uma de nossas favoritas do embaixador do boogie funk.

Boas surpresas de Mayer Hawthorne

mayer_hawthorneSempre uma boa surpresa do nosso garoto prodígio, o pequeno Mayer Hawthorne. Às vésperas de lançar seu álbum de estréia, ele disponibiliza uma faixa nova. A Love is All Right, uma balada soul um pouco mais uptempo que o resto do material que ele está acostumado a lançar, é um verdeiro petisco pra quem ainda está na dúvida da capacidade do soulman. Seu álbum de debute, A Strange Arrangement, foi lançado oficialmente ontem nos EUA.

Tendo crescido na área de Detroit, ele se acostumou aos grooves do soul e deep funk da região que seu pai fazia questão de botar no carro. Dá pra notar toda essa influência no trabalho dele, que, apesar de abordar um gênero de 40 anos atrás, soa completamente novo. Seu primeiro álbum traz um feeling que não se vê mais atualmente e conta apenas com composições originais, com exceção da cover de Maybe So, Maybe No, do New Holidays. A Strange Arrangement conta com uma edição especial limitada que, além do CD, inclui um vinil 4′ com dois singles que não estão no álbum.

Mayer Hawthorne, que não é desconhecido do público da Action, é, atualmente, um dos melhores músicos despontando no cenário internacional. Com uma sonoridade única, faz Soul Music sem precisar plagiar antigos sucessos ou dar uma cara urban à sua música, o que torna seu trabalho algo absolutamente refrescante a ouvidos calejados de tanto R&B aguado. Se influencia por Smokey Robinson e Curtis Mayfield, abomina o rótulo ‘retrô’ e toca todos os instrumentos nas faixas – o que fez seu chefe na gravadora Stones Throw, Peanut Butter Wolf, desacreditar. Impossível não ter a mesma reação ao ouvi-lo pela primeira vez.

Curtam a track Love is All Right:

R. Darci

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A Action já falou não só do Mayer Hawthorne, como de outros bons lançamentos da Stones Throw, confiram.

Cooler than a million

mfdoom
MF DOOM é um daqueles caras que dá raiva. Sabe quando tu é moleque e pensa no que quer ser quando crescer? Pois é, você pensa nele. Tem mais pseudônimo do que dedo na mão: Viktor Vaughn, Zev Love X, King Geedorah, Metal Fingers, Supervillain. Sem contar as parcerias com Danger Mouse, onde se chama Danger Doom, e com Madlib, onde se chama de Madvillain. É pique um Machado de Assis do rap.
Talentoso pra caralho, faz sons que moldam o atual mundo do rap, principalmente o underground. Fazia sucesso com o seu grupo KMD até a morte do seu irmão, em 93, fazendo com que DOOM entrasse em um hiato de quatro anos. Desde então ele se apresenta como um vilão de quadrinhos, nunca aparecendo sem sua máscara. Um jornalista da HHC o entrevistou e, pra tanto, ele teve que viajar sem saber aonde o encontraria, foi dado uma senha para a entrada do clube, ‘Villain‘, e, quando o viu pessoalmente, estava cercado por um gangue mascarada e com bastões de beisebol. Tudo pra criar o clima de super vilão que ele passa em suas músicas e atitude.

Lançando de cinco a seis álbuns por ano, de remixes a bootlegs, ele é uma verdadeira usina de música de boa. Alcançando notoriedade de crítica e de público pelos seus discos da Stones Throw, ele produziu beats para caras como Gorillaz e Ghostface, e acredita no trabalho colabotivo como sendo essencial. “É como quando caras do jazz se encontravam como quartetos e gravavam álbuns, tá ligado? É a mesma coisa, aos meus olhos. Eu gosto de misturar”, disse à BBC.

O rapper ainda adota uma técnica do Pelé – só fala em terceira pessoa quando se refere a si. Diz que é mais abrangente, que ele é mais forte que eu entende? Doido por histórias em quadrinho, diz que entre Sandman, Dr Octavius e Dr Von Doom, o Sandman morria primeiro, seguido pelo Octavius e ainda cita fonte: Spiderman and Fantastic Four: Doomsday book two. Com uma inteligência fora do comum pra um doido de máscara, embasa tudo o que diz com bibliografia e referências cinematográficas. Até já escreveu um livro para crianças no estilo Doctor Seuss. Apesar de sua música ser única e seu rap algo absolutamente fora da órbita do bling bling e do fake gangsta, ele, em si, é mais interessante do que tudo isso: diz que quer alcançar mais de quinze mil posts no mfdoomsite.com. “Todo mundo precisa abrir a cabeça e sacar que isso é mais profundo que, você sabe, só a merda padrão do rap“, declara pra revista No Ripcord.

Maneirismos e idiossincracias a parte, escutem o que ele tem a dizer e leiam as tracks. As melhores estão no myspace, mas outras igualmente boas podem ser ouvidas no site da gravadora, a Stones Throw.

R. Darci

Lançamentos imperdíveis para 2009: Mayer Hawthorne & Dam-Funk

O ano de 2009 vai ser repleto de coisa boa, pelo menos é o que promete a Stones Throw Records. As estréias em disco de Mayer Hawthorne e do embaixador do boogie-funk, Dam- Funk, são os itens mais esperados por nós aqui da Action.

Mayer Hawthorne, grata revelação apresentada por nós aqui, busca inspiração em Smokey Robinson e Curtis Mayfield. Porém,  invés de simplesmente copiar, ele explora estas influências de forma criativa e original: batidas novas de r&b encontram tratamento que os artistas da Motown recebiam há 50 anos atrás. O resultado disso já tem nome: A Strange Arrangement e será lançado no outono americano. Contará com onze tracks compostas pelo soulman, além do cover do New Holidays. Imperdível.

Já Dam-Funk, outro que já teve seu nome abordado aqui, é um dos artistas mais criativos na atualidade. Sua pegada é o modern funk, estilo batizado por ele, que mergulha nos sons de sintetizadores antigos e arranjos do boogie oitentista. Dam terminou seu disco no comecinho deste mês. Com o nome de Toeachizown, é dividido em cinco partes: LAtrik, Fly, Life, Hood e Sky. A primeira já está disponível para venda em mp3 no site da gravadora, que ainda pretende lançar o restante até novembro. Pelo preview no site da Stones Throw, podemos esperar algumas faixas cantadas.

Essa tortuosa espera nos deixa ansiosos demais. Mayer Hawthorne e Dam-Funk mostram que se pode fazer música boa e original nos anos 2000 sem cair no pastiche.

James Pants meets Egyptian Lover

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A Stones Throw lançou nessa última semana um 12 polegadas do James Pants em parceria com o Egyptian Lover, famoso na cena electro e do rap no início dos anos 80.
E pra quem não conhece James Pants, o cara é uma das gratas surpresas do bom electro feito atualmente, ainda falaremos dele com mais detalhes, ele merece.
O disco, intitulado Cosmic Rapp (Egyptian Lover Remix) 12″ possui 6 músicas. Destaque para a track que dá nome ao 12 polegadas, Cosmic Rapp, do primeiro lançamento de Pants e remixada aqui pelo Egyptian Lover, dando uma aura de miami bass fodida. Nas músicas restantes, sons mais experimentais. Bem a cara do James Pants , que em seus trabalhos pira nos synths e na sua bagagem de rap, soul, funk, electro e boogie.
A capa é um elemento importantíssimo a se mencionar. Tem um design limpo e lembra muito a arte dos 12 polegadas nos anos 80. Aliás, 0 material gráfico lançado pela Stones Throw já foi elogiado pra cacete aqui no blog. Mesmo assim, falar do artwork dos discos é sempre uma obrigação quando se fala da Label.

No link dá pra ter um preview das faixas, mas a melhor alternativa com certeza é adquirir o vinil, que deve ser disponilibizado para compra online logo logo.

O embaixador do Boogie Funk: Dam Funk


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Dam Funk, que já fora mencionado brevemente por aqui, é um dos músicos mais criativos na atualidade. Parece que a Stones Throw tem acertado em cheio com suas apostas. Se já não bastava o Mayer Hawthorne, agora é Dam Funk que ganha destaque por aqui.

Dam vem de Los Angeles e é considerado o embaixador do boogie funk, um rótulo de colecionadores de discos para a roupagem cheia de malemolência que o funk ganhou na década de 80. O motivo deste título de embaixador é que além de promover uma festa voltada ao estilo, o producer é basicamente influenciado pelo boogie. Para começar, o cara utiliza baterias e sintetizadores antigos, tornando sua música ainda mais próxima aos 80′s. Dá para dizer que ele pega toda sua bagagem do boogie e desconstrói, jogando beats, synths e outros elementos chave do estilo em uma proposta totalmente nova que ele mesmo batizou de modern funk.

Atualmente, Dam Funk possui um disco e  um 12″ lançados pela Stones Throw. O album Rhythm Trax Vol 4 faz parte de uma série com artistas da gravadora e possui oito músicas cheias de experimentações. É difícil explicar o que é, tudo que fosse usado aqui para descreve-lo poderia soar estranho. É recomendável assistir os vídeos no final da post para melhor compreensão. Sobre o 12″ Burgundy City, dá para dizer que é mais melódico e mais uptempo que o Rhythm Trax.

Dam Funk levanta a bandeira do boogie mas não deixa a peteca cair. Aponta para o futuro mostrando um som novo e original, sem esquecer das suas raízes.
Ps: Rolou uma preguiça enorme de digitar a grafia correta do apelido do cara. O correto seria DâM FunK.

Quasimoto x Kid Robot: Toy art muito foda

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A gente não fala de toy art faz tempo, mas na real nós temos um motivo: Tá foda de achar coisa realmente legal por aí. Felizmente, acabamos com esse jejum.

A Stones Throw em parceria com a fodida marca de toys Kid Robot lançou há alguns meses um boneco do Quasimoto, um dos alter egos do produtor e rapper(do caralho, por sinal) Madlib.

O Quasimoto ou Lord Quas nasceu a partir de várias fitas demos produzidas pelo Madlib que tinham a voz do cara alterada bizarramente, como se ele tivesse inalado hélio. O dono da Stones Throw sugeriu ao Madlib que ele produzisse mais tracks com esse nickname e a coisa foi rolando, tendo já lançado 2 discos.

Além de rap de boa qualidade usando samples bizarros, o Quasimoto é um bicho bem estranho que foi desenvolvido pelo designer Keith Beats. A idéia era representar as letras da track “Bad Character” contida no disco de estréia, “The Unseen” e parece que deu muito certo.

O Boneco está disponível em duas cores: azul e amarelo – e vem numa belíssima caixa com desenhos do personagem. O kit conta também com um tijolo e um cigarro em miniatura pra serem colocados junto com o Quasimoto, hahaha.
Do caralho ver trampos assim, unindo o lance musical com o toy art, ainda mais quando o projeto é feito por um ilustrador fodido como o Keith Beats.

Abaixo, um vídeo promocional do lançamento com a música citada no texto: