Showtime! The history of uk dancehall live on stage

Documentário bem interessante sobre a cena dancehall inglesa. Dirigido por Rollo Jackson, famoso por Tape Crackers, a produção conta com depoimentos de vários nomes como Glamma Kid e Stush, além de performances em uma das principais festas do gênero, a Showtime. Uma boa amostra da riquíssima cena soundsystem do Reino Unido. Quem quiser adquirir, clica aqui.

Projeto novo do RaggaDeMente, DUOFAYA

Sou suspeito pra falar do cara, ele era o maior parceiro na realização da Riddim, meu antigo selo de Reggae e Dancehall. E agora está com um projeto novo, o DUOFAYA. Com o mesmo flow de quando se apresentava como RaggaDeMente, ele faz duo com a cantora Lyris em uma pegada mais romântica do que seus trabalhos mais antigos, marcados pelo slackness à brasileira. Com riddins próprios, o cara tem o toque de midas do ragga brasileiro. Além do projeto novo, ele criou os beats e produziu o novo CD do Buyaka San, Monstros do Dancehall, que vai estar nas lojas até o fim do ano.

Pra ouvir o DUOFAYA, acesse o MySpace deles. Destaque pra Hey minha linda, que tem um beat do caralho, e Minha dona.

Daggering+LSD: Major Lazer lança clipe novo

Jamaicano, atual residente de Trinidad, ex-commando na guerra secreta contra os zumbis de 1984, onde perdeu o braço. Luta contra vampiros, tem um skate a jato e festeja duramente. Tem seu próprio bonequinho e faz Mr T querer ser ele quando crescer. Guns don’t kill people. Lazer do. Conheça seu pior pesadelo: Major Lazer.

Lançado dia 4, o clipe novo do cara já conta com mais de 200 mil view entre YouTube e Vimeo. Dirigido por Eric Wareheim, do desenho Tim and Eric, do Adult Swim, edição e animação dos videomakers da Fatal Farm com os gráficos do Will Work For Food, parece que os Teletubbies descobriram a sacanagem. Gráficos coloridos com caribenhos fazendo danças conhecidas no cenário jamaicano atual, a lá Dancehall Queen, criam um clipe absolutamente novo em conceito e concepção. Como curiosidade, a dança feita no clipe é a Daggering, banida na Jamaica porque “muitos caras quebraram seus pênis”, segundo o governo jamaicano. Haja comprometimento com o ritmo.
Di people bee ind Lazer

major
Obviamente, Lazer não existe. Um fenômeno de bom marketing, o personagem foi criado pelos DJs Diplo e Switch. O estilo é o mais diverso possível. Puxando pro Caribe moderno, com levadas de Dancehall em boa parte das tracks, eles colocam um número incrível de referências nos samples – tem até um loop de Black Flag! Sendo remixados nos últimos dois anos por uma caralhada de mashers e DJs, nas produções próprias aparecem caras como Vegas, T.O.K e Vybz Kartel, medalhões do ragga atual. Isso tudo sem contar o gordinho fenômeno Andy Milonakis e a talentosa Santigold participando da mistura.
Switch e Diplo se conheceram enquanto faziam a produção das músicas Bucky Done Gun e Pull Up The People, da M.I.A. Gravaram a maioria dos álbuns do Major no mítico estúdio da Tuff Gong, sendo que foram inspirados na cena de clubs de Kingston. “Os DJs lá precisam tocar tracks ruins no fim da noite só pro pessoal ir embora”, contaram pro The Vine.
R. Darci
Post semi roubado do blog do Tas. Desnecessário dizer que o blog do cara é um dos mais interessantes da atual blogosfera. Afinal de contas, ele foi o motherfucking Telekid, nada chega perto disso. Só um jamaicano que luta contra zumbis.

Primeiro riddim digital, o Sleng Teng!

Uma pequena aula de riddim. Riddim é o ritmo, da palavra rhytmn, das músicas. É como se fosse a batida, mas também pode se referir a instrumentais especificos, já que o mesmo instrumental e levada é usada em várias músicas. Álias, uma das caracteristicas da cena musical jamaicana é a reutilização das mesmas levadas.

O sleng teng foi o primeiro riddim digital, feito num teclado Casio podrera, em 1985, e foi criado por Wayne Smith com o King Jammy. A primeira música com ele, under mi sleng teng, ainda é uma pedrada, e falava de que não era bom usar cocaína, que ela o transformava em louco haha. Além dessa, foram gravadas Buddy Bye, do Johnny Ousborne e Tenor Saw com Pumpkin Belly.

Ela foi regravada mais de 180 vezes, é o ritmo mais usado na Jamaica até hoje. Dá pra ver, ela até hoje serve de referência e tem uma séries de versões, como a Sleng Teng Ressurection. Há quem diga que a Under mi Sleng Teng seja a tune criadora do ragga muffin, mas talvez isso seja ir um pouco longe demais.

Via antigo blog do Rui, Big Bamboo.

R. Darci