l_9de3b65cacad4865b1d7e6caf2d5e1c9O início deste século sofreu com uma avassaladora quantidade de grupos musicais, bandas e outras anomalias sonoras que definem bem para onde essa nova geração de artistas e músicos irá caminhar caso o vento não mude a direção da proa. Talvez o gênero que mais tenha sofrido com tamanho mimetismo e circo dos horrores musical foram as chamadas girl-groups, que atualmente são literalmente interpretadas por artistas e grande mídia como meras garotinhas de vestidos de bolinhas, beleza imensurável, passinhos de dança de boneca e talento nenhum.

Oriunda de Boston, Jen D’angora vem do passado de uma banda garage da região chamada The Downbeat 5 para integrar o Jenny Dee & The Deelinquents, delicioso grupo que bebe da fonte da mágica safra de hits do início dos anos 60 na Motown para mostrar a sua versão do som que incinerou as pistas no passado, mas continua atemporal como nunca – é girl-group sim, mas de modo como era, ou tentara ser, as garotas da época: intensas, vocais e soberbas.

Como um disco de estréia lançado, Keeping Time, JD&TD mescla a explosão soul motowniana com um grato toque de acid jazz em faixas como “Shake Some Action” e “You’re The Best Thing”, resgata Phil Spector e o seu famoso wall of sound, doo-wops e afins em “Let Me Go” e na maravilhosa “More Fun To Beat ‘Em”, e alcança o ápice do disco em um maravilhoso mix de spy jazz com descendências sonoras do The J.B.’s em “Big Ol’ Heart” e a faixa-título.

Mais informações em seu site oficial e na página do Myspace.