Quando o Mayer ataca de yatch-rocker, o assunto fica sério. Só ver os pesos pesados que o acompanham no sucesso de Hall & Oates.
Chris Piascik, o cara por trás do cartaz da tour do Mayer Hawthorne

Fucei, fucei e não achava informação. Porém, a agência A-Side Worldwide, que maneja a carreira do soulman, nos deu a resposta. O trampo do rapaz é incrível, basicamente feito de tipografia e extremo bom gosto nas cores. Além do cartaz da tour, Chris foi responsável pelo typedesign do novo disco do Mayer. Já que fazia tempo que não escrevíamos sobre design por aqui, tá aí um bom modo de voltar ao assunto. Visitem o portfolio do artista para mais trabalhos sensacionais.
O que esperar do novo disco de Mayer Hawthorne?

Faltam menos de 15 dias para o aguardado segundo disco de Mayer Hawthorne. E nesse meio tempo, quem é fã já fica pensando no que pode vir em How do you do, título da obra. Punhetagem ou não, a gente tentou desvendar isso na base do adivinhómetro, mas baseando-se no que saiu recentemente, dá para se pensar em algumas coisas:
1) Mais funk
Apesar do rapaz sempre puxar suas músicas para uma levada mais lenta, como na maioria das produções da Detroit sessentista que tanto o infuencia, o EP de covers já mostrava que haveria novidades. Uma das versões é dum som do Average White Band, e fazendo jus a canção original, mantém a batida funk. No último vídeo divulgado em seu Vimeo, de um ensaio para How do you do, tivemos a prova que realmente teremos funk no disco. Fica o mistério se este será o único e se haverão outras abordagens do ritmo.
2) Menos soul
Óbvio que escrever isso pode parecer uma viagem das grandes, mas pera lá. Devem rolar mais estilos sendo agregados e amalgamados nesta sonoridade que Mayer criou e que muito se difere do que chamam por aí de retrô. Tá na cara que ele vai apostar em novidades e fugir do lugar comum. O single A Long Time mostrou isso não só na música, mas no clipe também. Na track, a tradicional batida que estamos acostumados a ouvir nas produções do músico e percebe-se também elementos de softrock e da cena da costa oeste americana dos anos 70 presentes.
3) Caminhos diferentes
Por No Strings, primeiro single que saiu referente a How do you do, já dava para notar que o soulman buscava coisas novas. O som tem intro que mergulha na disco music e quando você tá crente que vai ouvir algo neste sentido, um som de orgão começa a moldar o que será a música dali em diante. Em alguns momentos, a batida lembra até rap.
Segundo entrevista no começo deste mês, Mayer Hawthorne disse que incorporaria elementos de jazz, reggae e surf rock no disco. Uma declaração meio foda de decifrar e até comum no mundo da música. Contudo, vinda do Mayer, uns 40% disso que ele falou deve rolar sim, mesmo que bem dissolvido no som como em No Strings.
4) Novo disco, velho Mayer
Apesar de tudo que apontamos, as três tracks que sairam em single e tudo o que saiu este ano tem o mesmo estilo Mayer Hawthorne. Na voz, nos arranjos, na maioria dos instrumentos tocados por ele e no clima único que passa em cada uma das músicas. Mas vindo de um cara com bagagem musical tão diferenciada, além dos detalhes mostrados aqui, How do you do tem tudo para ser mais um discaço de soul.
É claro que tudo isso foi um misto de exercício e adivinhómetro. Pode ser que nada do que foi escrito aqui faça sentido quando How do you do sair. Mas, no final das contas, quem é que não fica confabulando por aí sobre seus artistas favoritos?
PS: Fiquem ligados no Twitter do Mayer Hawthorne, que toda segunda rola o #MayerMonday, onde nosso menino de ouro posta novidades e extras para os fãs.
Single novo do Mayer Hawthorne

Nosso menino de ouro lançou mais um single, The Walk. Ouça em stream no site oficial do cantor. A canção também está disponível para compra no Itunes. É, parece que o disco How do you do, que sairá em outubro, promete.
Novo 12″ do Mayer Hawthorne
Mayer Hawthorne deve ser um dos músicos que mais falamos aqui na Action, mas também, não tem como, sempre tem coisa boa saindo. Nas últimas semanas foi o fodíssimo clipe de “Your easy lovin’ ain’t pleasin’ nothin’”, a bola da vez agora é o 12″ que será lançado no mês de agosto e que já está em pré venda no site da Stones Throw.
Produzido por Notzz, conhecidão por já ter trampado com Snoop Dogg, Kanye Wes te o saudoso J Dilla, “I need you” é cover de uma antiga canção do soulman Otis Leaville, que, inclusive, já fez parte de uma mixtape feita por Mayer Hawthorne no passado. Quanto a qualidade da track, dispensa comentários, o músico continua com a bela voz e a melodia tem um leve ar de batida de rap, mas bem de leve mesmo. Segundo Hawthorne, durante a produção, foi difícil sacar alguns trechos da letra de Leaville, o que fez com que rolasse um improviso. Uma prévia pode ser escutada aqui.
Com um trabalho sensacional do designer peruano Freegums, o verso do vinil conta com uma linda ilustração do artista em uma cor e mostra a constante preucupação da Stones Throw na questão visual de cada lançamento. Aliás, o portfolio do Freegums vale demais a visita, ainda rola um shop com camisetas incríveis desenhadas pelo cara. Logo abaixo, algumas imagens da embalagem do disco:
Boas surpresas de Mayer Hawthorne
Sempre uma boa surpresa do nosso garoto prodígio, o pequeno Mayer Hawthorne. Às vésperas de lançar seu álbum de estréia, ele disponibiliza uma faixa nova. A Love is All Right, uma balada soul um pouco mais uptempo que o resto do material que ele está acostumado a lançar, é um verdeiro petisco pra quem ainda está na dúvida da capacidade do soulman. Seu álbum de debute, A Strange Arrangement, foi lançado oficialmente ontem nos EUA.
Tendo crescido na área de Detroit, ele se acostumou aos grooves do soul e deep funk da região que seu pai fazia questão de botar no carro. Dá pra notar toda essa influência no trabalho dele, que, apesar de abordar um gênero de 40 anos atrás, soa completamente novo. Seu primeiro álbum traz um feeling que não se vê mais atualmente e conta apenas com composições originais, com exceção da cover de Maybe So, Maybe No, do New Holidays. A Strange Arrangement conta com uma edição especial limitada que, além do CD, inclui um vinil 4′ com dois singles que não estão no álbum.
Mayer Hawthorne, que não é desconhecido do público da Action, é, atualmente, um dos melhores músicos despontando no cenário internacional. Com uma sonoridade única, faz Soul Music sem precisar plagiar antigos sucessos ou dar uma cara urban à sua música, o que torna seu trabalho algo absolutamente refrescante a ouvidos calejados de tanto R&B aguado. Se influencia por Smokey Robinson e Curtis Mayfield, abomina o rótulo ‘retrô’ e toca todos os instrumentos nas faixas – o que fez seu chefe na gravadora Stones Throw, Peanut Butter Wolf, desacreditar. Impossível não ter a mesma reação ao ouvi-lo pela primeira vez.
Curtam a track Love is All Right:
R. Darci
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Lançamentos imperdíveis para 2009: Mayer Hawthorne & Dam-Funk
O ano de 2009 vai ser repleto de coisa boa, pelo menos é o que promete a Stones Throw Records. As estréias em disco de Mayer Hawthorne e do embaixador do boogie-funk, Dam- Funk, são os itens mais esperados por nós aqui da Action.
Mayer Hawthorne, grata revelação apresentada por nós aqui, busca inspiração em Smokey Robinson e Curtis Mayfield. Porém, invés de simplesmente copiar, ele explora estas influências de forma criativa e original: batidas novas de r&b encontram tratamento que os artistas da Motown recebiam há 50 anos atrás. O resultado disso já tem nome: A Strange Arrangement e será lançado no outono americano. Contará com onze tracks compostas pelo soulman, além do cover do New Holidays. Imperdível.

Já Dam-Funk, outro que já teve seu nome abordado aqui, é um dos artistas mais criativos na atualidade. Sua pegada é o modern funk, estilo batizado por ele, que mergulha nos sons de sintetizadores antigos e arranjos do boogie oitentista. Dam terminou seu disco no comecinho deste mês. Com o nome de Toeachizown, é dividido em cinco partes: LAtrik, Fly, Life, Hood e Sky. A primeira já está disponível para venda em mp3 no site da gravadora, que ainda pretende lançar o restante até novembro. Pelo preview no site da Stones Throw, podemos esperar algumas faixas cantadas.
Essa tortuosa espera nos deixa ansiosos demais. Mayer Hawthorne e Dam-Funk mostram que se pode fazer música boa e original nos anos 2000 sem cair no pastiche.
Mayer Hawthorne veio para ficar!

Vindo de uma cidadezinha perto de Detroit, o soulman cresceu ouvindo soul e jazz e acaba de lançar pela Stones Throw um single do mais puro Motown sound. É, o cara gravou duas cancões que parecem ter vindas dos anos 60, tamanha preocupação do músico com a sonoridade. Com influências de Smokey Robinson, Curtis Mayfield e o trio de ouro Holland-Dozier-Holland, suas melodias nos transportam para um tempo em que a música negra aliava simplicidade e qualidade.
O estilão sessentista na produção foi conseguido através de gravação totalmente lowfi, utilizando equipamentos antigos e algumas gambiarras na hora de gravar. O resultado enganou muita gente, como Peanut Butter Wolf, peso pesado da Stones Throw. Impressionado, convidou Mayer para fazer parte da label. No final do ano passado, chegou a receber elogios de bambas como Mark Ronson, famoso pelo trabalho com Amy Winehouse.
Resumindo: Mayer Hawthorne é o típico caso de alguém que surge no momento certo. O rapaz tem tudo para ser a mais nova estrela do soul, seguindo os passos de Amy e Raphael Saadiq que estão bombando há algum tempo. A previsão é que no segundo semestre deste ano seu disco de estréia já esteja disponível.







