Rap-soul-funk belo-horizontino com o Coletivo Dinamite

Bom demais o som do Coletivo Dinamite de Belo Horizonte. Juntos desde 2006, lançaram um ótimo EP no ano passado, que inclusive, está disponível pra download gratuíto no site deles. Rap com levada oldschool e flertes com soul e funk como em Eu vou lá e Maicou. As rimas são certeiras e abordam desde política até o cotidiano da capital mineira e cidades limitrofes. Acima, o clipe bonitão de Tá na cabeça.

O boogie batucado do Milton

Galhera lembra do Milton Nascimento apenas pelo Clube da Esquina, mas esquece de grandes sons como Rádio Experiência, do disco Encontros e Despedidas, de 85. Aliás, este álbum é cheio das pérolas, Bituca tava inspirado!

Aloha Got Soul lança coletânea que conta história da cena black havaiana

O amigo Roger Bong, do Aloha Got Soul, que há tempos atrás havíamos entrevistado e feito uma mixtape, lançou o tão esperado Hawaiian Salt, uma coletânea definitiva com o melhor do soul, funk e jazz do Havaí. O projeto tá disponível gratuitamente para download, mas o que nós recomendamos é adquirir a cópia física, já que acompanha uma sensacional camiseta, fruto da parceria com a marca de roupas local Fitted. Corre lá!

As Aquarelas do Emílio

É sempre difícil escrever sobre a morte de alguém. Nesses tempos de Internet, Blogosfera e tudo mais, a tarefa é ainda pior. Você é só um cara comum com um blog comum, dos milhares que tem por aí. Soa no mínimo pretensioso querer dar pitaco sobre alguém. Que tipo de coisa relevante você vai escrever?

Com o Emílio, o buraco é mais em baixo. Minha família foi sempre musical. Eram raros os dias que o velho Gradiente não estava ligado com algum LP da vasta coleção que meu avô possuia. E posso me lembrar com certa riqueza das tardes em que rolavam as famigeradas Aquarelas do Emílio Santiago, aquela série de discos com arranjos mais singelos e mais pop do que nas décadas anteriores. Lembro bem que Saigon vinha sempre depois de alguma música mais agitada da Clara Nunes nos churrascos, por exemplo. Eu gostava, mesmo sem saber quem era e se era bom ou ruim. E veja bem, estamos falando de uma criança na faixa dos 4, 5 anos.

Passou os anos, cresci, virei um adolescente chato, esqueci o Emílio e muito do que rolava na playlist familiar. A Action, quando apareceu, me obrigou a correr atrás disso e foi uma redescoberta muito bonita. Corri atrás do primeiro disco, com a eterna Bananeira, que entrou até em mixtape aqui do site e continuei cavocando, até chegar no começo dos anos 80, sua curta fase boogie em Mais que um momento e finalmente nas Aquarelas, aquelas, que depois que cresci subestimei, escondi debaixo do tapete até para os que eu apresentava o som do cantor.

Fiquei envergonhado. Que tipo de fã eu era? Resolvi um dia baixar toda essa discografia que outrora não me descia e ouvi. Saquei que o Emílio foi sempre o Emílio, que sua voz aveludada, calma, sempre me cativou desde criança e que as letras sempre tiveram a mesma pegada. Talvez um pouco mais bregas nos anos 80, mas quem não foi brega naquela época? Hoje, dia 20, na morte dele, pensei nessa história logo que acordei. Fiquei triste. Muitos falam de artistas que mudam sua vida com algum disco, com alguma letra, mas o Emílio Santiago foi muito mais que isso, me ajudou a compreender um artista por completo. Sem fase boa, fase ruim, o artista é aquilo ali. A música é uma só. Acho que a partir dessa percepção, as coisas melhoraram.

Descansa em paz Emílio, obrigado por tudo!

Novo single do mineiro Flávio Renegado tem participação especial e pegada acid jazz

O músico, conhecido pela mistura de rap com samba, funk e reggae, acabou de lançar o single Estamos no Jogo(Aprendendo a jogar), com participação da Fernanda Takai. Com pé no acid jazz, Renegado usa seu flow característico pra rimar em cima de trechos da canção Aprendendo a Jogar, letra de Guilherme Arantes famosa na voz de Elis. Vale falar também que esse som marca a volta da sonoridade mais groove que notabilizou o cara no ótimo Do Oiapoque a Nova York, de 2008.

Um show do lendário Impressions de 2012 pra curtir

Neste final de semana vai rolar um show imperdível. Pena que a milhares de quilómetros de distância do nosso país. As meninas do Pepper Pots encontrarão os Impressions, trio outrora liderado por Curtis Mayfield. Mesmo de longe, ficamos empolgados com a notícia de que eles estão em forma e fazendo vários shows e por isso não resistimos e embedamos um show do ano passado. A segunda parte pode ser vista aqui.

E essa capa lindona do novo disco dos Delfonics?

Intitulado Adrian Younge presents The Delfonics, o álbum é a mais nova PERIPÉCIA do producer e multi-instrumentista Adrian Younge, que convocou os lendários soulmen da Filadélfia para um projeto que adiciona novos elementos a música de arranjos pomposos e letras de amor que os deixou conhecido. Enquanto o álbum, previsto pra sair no próximo dia 12 não sai, ouça duas tracks que estarão no LP,  Stop and Look (And You Have Found Love) e I Can’t Cry no More.

Conheça o príncipe do soul norueguês

Não se engane com essa cara de moleque criado a leite com pêra, Jarle Bernhoft é cantor e toca vários instrumentos, além de possuir uma carreira sólida em seu país, tendo feito parcerias com inúmeros artistas da cena musical escandinava. E saquem a voz do rapaz.