Al Supersonic & The Teenagers lança nova música

Saiu o mais novo lançamento dos soulies do Al Supersonic & The Teenagers. Intitulado Paint yourself in the corner, a música é uma versão de Tighten Up do Archie Bell & The Drells no estilão característico dos espanhóis. O compacto está a venda em diversas lojas, mas pelo que pesquisei, a Amazon é a melhor e mais barata opção.

Soul Portrait, webzine de música negra

O Soul Portrait é um perfil no flickr com memorabilia de soul music e suas vertentes. Mantido pelo basco Alex por mais de cinco anos, as postagens chegaram ao fim neste ano. Ainda que tenha acabado, a galeria é uma fonte inesgotável de imagens, reviews, biografias e muita informação bacana. Sem falar na idéia do cara em transformar uma galeria em webzine. Mais uma amostra da paixão dos ibéricos pela música negra. Prestigiem.

Por que não baila ska com boogaloo?

Um dos lançamentos mais bacanas de 2011, novamente, vem lá da Espanha, ou melhor, do País Basco. Makala é DJ e producer, e seu disco Unexpected Tapas é repleto de referências dentro da música negra, sempre com foco latino. No seu novo clipe, um híbrido de boogaloo com ska e vocais da lindíssima Viorica Ghertescu. Destaque para a produção cuidadosa, com elementos de stop motion se misturando com motion graphics e breakdance. Encaixou bem com a música, que ainda por cima tem refrão que gruda na cabeça. Apreciem.

Por mucho que pasen los anos

Dos grupos mais bacanas que apareceu no reggae nos últimos dez anos, o Los Granadians del Espacio Exterior está de volta. Desde o premiado long play Donde Ningun Hombre Ha Llegado Jamas, lançado em 2009, já é o segundo lançamento no formato EP. Intitulado Por Mucho Que Pasen Los Anos, a produção mantém o early reggae cheio de hammond. A psicodelia e sons do espaço de trampos anteriores diminuiram, mas a pegada continua ótima. Já está a venda na loja da Liquidator. Escutem a faixa título:

Movida Ibérica, a nova onda black em Portugal e Espanha

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Já faz um bom tempo que Espanha e Portugal vêm revelando uma série de bandas voltadas para a música negra. O fenômeno é uma das surpresas dos últimos anos, fortifica e dá um gás na cena, que cada vez mais traz nomes das mais diversas partes do globo.

A paixão dos espanhóis pelos sons black pode ser entendida através da Movida Madrileña e dos mods. Nos anos 70 e 80,  a capital Madrid mergulhou no frenesi gerado pelo fim da ditadura franquista e a Movida Madrileña encontrou terreno para crescer pelo país. Fazendo parte de um movimento rico culturalmente, com gente envolvida com música, cinema, literatura e outras áreas, foi meio que inevitável que algumas subculturas não desembarcassem na Espanha. O mod, cena que nasceu na Inglaterra e com forte base na música negra, foi um exemplo disto. É aí que as coisas se amarram.

Uma coisa empurrou a outra. A Movida abriu os olhos do pessoal para o que acontecia no mundo e o mod direcionou tudo isto para a música negra. Mesmo naquela época, o Kamembert, banda de soul de Barcelona, foi um bom exemplo deste fenômeno. Porém, demorou alguns bons anos para que a coisa toda se desenvolvesse.

pepper_potsA geração que hoje em dia faz parte de bandas como os soulies do Al Supersonic & The Teenagers e dos Faith Keepers, dos grupos de reggae Los Granadians e Pepper Pots, o rocksteady do Red Soul Community e até mesmo o disco do grupo Wondertronix, é a moçadinha que viveu ainda moleque aquele período e hoje traz uma sonoridade bacana. A coisa está tão em alta pela região que o país conta com festivais específicos de música negra como o de Girona e categorias em importantes prêmios musicais espanhóis como Pop-Eye.

Já em Portugal, que também sofreu com a ditadura e conseguiu voltar a democracia mais ou mesmo na mesma época da Espanha, a história é bem diferente, mas com um final semelhante. Os tugas não tiveram movimentos com a mesma magnitude da Movida, mas graças a uma importante concentração de imigrantes da África lusófona, a cena também vem crescendo.

O Buraka Som Sistema, surgido há seis anos, faz uma versão renovada do kuduro angolano e conta comintegrantes do país africano. Mesma coisa acontece com o Cacique’97, banda de afrobeat que mistura ritmos de Moçambique e com moçambicanos no lineup. No rap, a coisa se repete. Surgido nos guetos portugueses nos anos 80, o estilo sempre dialogou com os imigrantes moradores dos bairros periféricos de Lisboa. E foi natural que gente como o rapper NBC e o duo Expensive Soul, que faz uma inédita mistura de rap com soul, aparecessem.

Infelizmente, as barreiras do idioma e até mesmo do lugar de onde elas vêm, impedem que eles e
es
mais um monte de grupos de black music ibéricos consigam o mesmo peso de uma Amy Winehouse ou de um Mayer Hawthorne. Uma grande bobagem, diga-se de passagem. Contudo, isto não parece ser motivo para que estes talentosos músicos deixem de produzir e que coisas novas e boas apareçam. Como o Al dos Teenagers nos disse na entrevista, os rapazes estão com muita vontade – adicionalmente à coragem, as duas grandes qualidades dos músicos que vivem sem aspirar solamente la plata. E é com este espírito, com muita gana e talento, que espanhóis e portugueses provam a que vieram.

Entrevista – Al Supersonic & The Teenagers

 

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Depois de matérias, indicações e demais xavecos a uma das nossas bandas favoritas de soul atual, a Al Supersonic & The Teenagers, entrevistamos os muchachos espanhóis. Sangue bom no último, o Al Supersonic, band leader do grupo, respondeu a todas nossas perguntas. Sem mais prefaciar, que o bicho é longo, aproveitem:

1) Sabemos que vocês são bastante aclamados no meio northern soul: como é a cena de northern soul aí na Espanha?

Não saberia te dizer se somos aclamados ou não na cena soul espanhola, mas asseguro que participamos dela. Creio que seria mais justo chamar cena soul ou rare soul. Embora de principio esteve marcada pelo fenômeno inglês northern soul, há muito tempo nossa cena superou (mas não esquece) as bolsas da Adidas, as baggy trousers, os patches de Wigan, o talco e o uptempo.

Queremos dizer que amadurecemos e aprofundamos nisto que se chama soul music, e contamos com autênticos aficionados, Djs e colecionadores de soul de todas as épocas e lugares.

Existem diferentes clubes distribuídos pelo país, cada um com seu ideário musical e características que o fazem único e diferente dos demais. Por exemplo: Saturday Soul Sessions (Barcelona), Movin On (Barcelona), Talcum (Madrid), Hitsville Rare Northern Soul Weekender (Mojácar), Runaway Love Soul Alldayer (Tineo), The Boiler (Barcelona), Gonna Be a Big Thing (Valencia) ou as incontáveis nighters e shows de altíssimo nível que nos brinda Mardigras! (Valência), há algum tempo. O mais importante é que todos estes clubes são feitos com conhecimento de causa, respeito, paixão e fanatismo, onde qualidade é uma garantia.

Com respeito ao público que frequenta nossa cena, teria que dizer que, em suas origens, a maioria era de mods e ex mods que aprofundaram conhecimentos no R&B e no soul que rolavam nos allnighters dos anos 80. Isto é uma característica importante dos mods espanhóis, os mods dos anos 80 cresceram com o soul. Na atualidade, além dos mods, ex mods, skinheads e outras subculturas, existe muita gente que conheceu a cultura soul sem pertencer a nenhum grupo. Me atreveria a dizer que o público é bastante heterogêneo, embora isso varie de clube e cidade.

2) O pessoal antigamente adotava certos artistas de northern soul como se fossem deles, assim como acontecia com o Secret Affair e os Glory Boys, seu fãs. Aconteceu dos seus fãs na Espanha os elegerem como uma banda querida deles, no sentido de serem uma das melhores bandas calcadas no northern soul?

Bem, bem, bem. Nos sentimos muito queridos e recebemos muito calor dos seguidores do grupo. Realmente, não é o espírito da banda, a gente gosta da individualidade das pessoas que vão aos nossos shows e nos encanta ver que pensam por eles mesmos. Não somos porta-vozes de nada e nem encabeçamos nenhuma vanguarda. Nós não dizemos a ninguém o que fazer nem mesmo como pensar. Eles e nós temos algo em comum muito importante, paixão pelo soul e é o que dividimos durante cada show ou cada vez que escutam um disco nosso, isso é muito mais importante para nós que política e coisas assim.

3) Vocês começaram a tocar em 2001, mas o primeiro disco só foi lançado agora. Houve alguma dificuldade em conseguir lançar por vocês tocarem um som que poderia ser considerado fora de moda?

Estamos juntos há cerca de 8 anos. Durante esse tempo tocamos muito, aprendemos e nos formamos como banda. O espírito dos Teenagers segue intacto, temos as ferramentas necessárias para nos expressar. O certo é que a indústria fonográfica espanhola sempre nos deixou de lado, mas não guardamos rancor. Graças a isso e ao nosso espírito de superacão, temos metas mais altas. Talvez por isso temos demorado em lançar nosso primeiro LP e como vê, não foi com um selo espanhol, e sim com o UNIQUE, que é alemão. A internet facilitou toda a comunicação e o fluxo de informação e faz com que Madrid, Dusseldorf e Granada fiquem muito mais perto.

73805_460055921242_189522256242_5692402_1497389_n4) Atualmente temos uma avalanche de uma musicalidade do soul e funk que foge da contemporaneidade de r&b e acid jazz dos anos 90 e que mesmo assim não cai em uma indulgência vintage e que está fazendo grande sucesso. Vemos os The Dap-Kings acompanhando Sharon Jones e Amy Winehouse, vemos o Osaka Monaurail no Japão… como é a receptividade do público mundial em relação ao trabalho de vocês?

Acabamos de receber o prêmio de “Melhor banda de música negra de 2010″ da Espanha por votação popular, onde foi contabilizado mais de quatrocentos mil votos. A revista especializada Ruta 66 incluiu nosso “Not Too Young” entre os dez melhores discos de 2010, Mondo Sonoro Edición Sur nos elegeu como quinto melhor disco de 2010, além de outras listas espanholas que incluíram nosso disco como relevante em 2010. A verdade é que estamos tendo uma boa acolhida da imprensa e do público espanhol. Também recebemos um ótimo feedback do Reino Unido e Alemanha, e, definitivamente, estamos muito contentes com as críticas do nosso primeiro disco. Não nos queixamos.

5) Existe uma barreira em terem sido uma banda fora do eixo de mercado Estados Unidos-Inglaterra nos termos da música soul, não terem tido uma oportunidade de serem um Mark Ronson?

Não sabemos se é uma barreira, mas somos algo raro. Uma banda de soul do sul da Espanha que edita seus discos por um selo Alemão? E aqui estamos, com muita vontade!

6) Vemos o Osaka Monaulrail gravando um disco com Marva Whitney, o Quantic Soul Orchestra acompanhando Spanky Wilson, e vocês próprios gravando com Roy Ellis: existe uma chance de um álbum acontecer ao lado de Dean Parrish ou qualquer outra lenda do soul, a exemplo com o que aconteceu com Lord Large?

Claro, por que não? Sempre estamos tramando, compondo e sonhando com coisas assim. Adoramos esta colaboracão com Roy Ellis e estou seguro que sairão outras mais.

7) A Espanha teve uma empolgante cena mod nos anos 80. A energia continua a mesma?

É certo que há muitos mods, velhos conhecidos e outros tantos jovens que estão engrossando as fileiras do modernismo. Existem muitas festas e bandas que poderíamos catalogar dentro dos gostos do público mod. De energia não vejo deste modo, quero dizer, a energia dos anos 80 era muito diferente, a vontade de agarrar o mundo e a ilusão eram muito superiores aos conhecimentos e meios que haviam disponíveis naquela época, que é o que marca toda esta nossa geração. Um mod que começa agora dispõe de roupa, discos e toda a informação que se queira. O que é mod? O que não é mod? Qual é a verdadeira música dos mods? Quem me ajuda a dissipar toda essa Empanada mental? Creio que estas são as dificuldades que a nova geração enfrenta, sobretudo aprender a viver de acordo com este estilo de vida e fazê-lo de forma natural e coerente, sem morrer na praia.

8) Qual foi a importância de ter o produtor Carlo Coupe na produção do disco?

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Ele é o produtor! Ele que nos deu um som e uma forma a tudo que tínhamos na cabeça. Eleapostou em nós e ajudou em tudo o que pôde. É um bom amigo e um grande músico e compositor. Ele é o responsável pelo incrível LP “Relax & Love”, de Glenn Anthony Henry. Neste momento, esta preparando seu novo projeto, Wondertronix, com ajuda da cantora Astrid Jones, centrado no Souful Disco. Recomendamos!

9) Notamos que na música “keep on walking” existe uma grande influência do early reggae, além de terem gravado com um integrante do Symarip. quais são seus trabalhos favoritos na música jamaicana dessa época?

Consideramo-nos amantes da música jamaicana e cada um tem seus gostos e preferências. Assim, vamos enumerar algumas cancões e artistas que gostamos:
Ken Boothe, Alton Ellis, Derrick Harriot, Pioneers, Nicky Thomas, Greyhound, Blues Busters, Techniques, Uniques, a lista é interminável!

Chain gang – Bobby Wiston Francis
Morning sun – Al Barry and The Cimarons
The world is spinning around – Joe Higgs
Tell it like it is – Nicky Thomas
It must be true love – The Maytals
A change gonna come – Ken Parker
Why did you lied – Dawn Penn
You can’t stop me – Emotions
Draw your breaks – Scotty
Dave Barker and The Techniques – you ain’t got a heart at all
I won’t let you go – Blues Busters
Soon you’ll be gone – Blues Busters
Thinking of You – Blues Busters
I’m sorry – Phillip and Lloyd

10) O soul e funk brasileiro dos anos 70 é conhecido mundialmente, e queríamos saber se vocês conhecem e gostam? E se gostam de outro estilo musical ou outros artistas brasileiros?

Como não! Conhecemos e somos fãs do trabalho de Sérgio Mendes. Gostamos também de Wilson Simonal, Ed Motta, Tim Maia – seu “I don’t know what todo with myself” é uma de minhas canções favoritas de todos os tempos, Dom Beto e seu “Nossa imaginação”, que acabo de descobrir e gostei muito. Creio que o idioma é muito adequado para este tipo de música, sem dúvida, depois do inglês, que é o que mais gosto. Tenho muita curiosidade pelo fenômeno do soul no Brasil, suas origens, seus porquês, etc… mas não sou nenhum especialista no assunto. Talvez vocês possam nos recomendar alguns artistas e material mais obscuro!

alandtheteenagers12byceliamondejar11) Existem outras bandas espanholas que vocês recomendariam aos nossos leitores?

Claro! Neste momento temos um montão de boas bandas fazendo um bom trabalho aqui, ainda que não estejam interessadas no soul, ou ao menos do jeito que a gente se interessa. Gostaria de ressaltar o trabalho de bandas como Wondertronix (disco soul / Madrid), Glenn Anthony Henry ( funk soul / Madrid), The Vibe Creators (organ soul jazz/ Valencia), Flight 404 (reggae/ Barcelona), Faith Keepers (funk soul/ Zaragoza), Los Granadians (reggae / Granada), The Excitements (R&B / Barcelona), Smooth Beans (reggae rocksteady / Santander) Julián Maeso y sus Speak Low (soul jazz / Madrid), e estou certo de que dentro de mais dez minutos virão mais 20 nomes de bandas indispensáveis e que não deveria ter esquecido.

12) Qual é a tradição da música soul na Espanha? O que fizeram vocês a terem como influência e conseguir cunhar um som tão próprio?

Como já expliquei antes, o fenômeno do northern (soul) foi o que prendeu muitos de nós a tudo isso. Aqueles discos da Kent e fanzines como Breakaway foram uma referência para muitos que cresceram antes da chegada da internet. Viagens a Madrid para comprar lps, fanzines etc. Realmente, o mundo era outro. Nós estávamos interessados no reggae e no soul, e foi a partir destas primeiras viagens a outras cidades espanholas e Reino Unido que começamos a conhecer mais gente, mais música e, sobretudo, outros pontos de vista. O mundo do soul, sempre tão oculto e pouco acessível se tornou natural, e, para mim, pessoalmente, uma grande bolsa de oxigênio onde me sinto realmente bem.

Antes de músicos, somos amantes do soul, passamos a maior parte do tempo escutando discos, buscando, informando-nos de artistas e bandas. Apreciamos os detalhes que cada produção nos traz, as características dos artistas e seus produtores. Consumimos e nos alimentamos de sua música, para, logo, criar nossa própria. Não como uma cópia, nem como uma feira retrô, mas, sim, algo totalmente vivo e atualizado, com identidade própria. Este é nosso segredo, ser real, sermos nós mesmos e contar uma canção feita com o coração. O som de uma banda é consequência de todo esse processo.

13) O que vocês tem ouvido atualmente?

Ultimamente estou muito interessado no som de Houston e do selo Ovide e de algumas bandas de Memphis. Passo os dias escutando TSU Toronadoes, Drells e Mad Lads. Suponho que se refira a bandas atuais, bem, acabo de descobrir uma banda atual de Los Angeles, The Bullets, que simplesmente me deixou sem alento, é o melhor que foi feito ultimamente no reggae. Brutais! Incrível o retorno dos Natural Impulso, para celebrar, editaram um novo 7″, “We’re gonna make it through”, com material antigo que é imprescindível, também nos encanta Kings Go Forth, Mayer Hawthorne – gosto muito, Eli Reed, Dap Kings, Cookin On 4 Burners, Nick Waterhouse & The Turn-Keys, não sei, pra dizer algo! Também escutamos coisas como nu-soul, soulful house etc. Coisas dos anos 80, 90 e, claro, os gostos de cada membro da banda vão muito mais além da música afroamericana ou o reggae, pessoalmente também gosto de bandas de bluegrass, punk britânico, new wave e coisas mais pop. Como vê, não somos tão fechados como alguns pensam!

14) Sabemos que estão em turnê do lançamento do seu disco, vocês já tem planos para o futuro?

Pois sim, estivemos em um monte de cidades da Alemanha, Suiça, França, Portugal e Espanha, e agora vamos seguir tocando tudo o que pudermos. Temos uma surpresa! Em breve sairá o novo LP em homenagem a banda alemã Superpunk, onde os Teenagers colaboram com uma versão do hino “Ich weigere mich, aufzugeben”, a qual rebatizamos de “Only one Life”. Estamos muito contentes de trabalhar com Superpunk e fizemos esta canção com todo o nosso carinho. E em questão de um mês ou dois, lançaremos outro EP 7″ com material novo da banda.

15) Por fim, deixem uma mensagem para todos os seus fãs brasileiros

É uma honra contar com fãs no Brasil, esperamos poder visitá-los algum dia, mas se não for possível, recordamos que vocês tem as portas abertas para visitar-nos! Muita sorte com todos os seus projetos. Que deus os abençoe e, sobretudo, VIVA PELÉ!!!!!

Red Soul Community lança disco de estréia

Cubieta_red_soulDepois de três anos sem lançar um single, uma das mais proeminentes bandas da cena reggae espanhola acaba de lançar seu disco de estréia. Intitulado “What are you doing”, é mais uma aposta da Grover Records, label alemã responsável pelos lançamentos de Derrick Morgan e Doreen Shaffer.

Com produção de Nico Leonard do Moon Invaders e participações de Chris Murray e Sidru Palmada, o álbum reflete o amadurecimento dos Red Soul através da perfeita fusão do reggae, rocksteady e os belos vocais soulful da bela Isa Garcia.

“What are you doing” já está disponível em LP e em CD para a compra no site da Grover. Quem quiser um aperitivo, é possível escutar duas músicas no Myspace da banda. Para os que ainda duvidavam que a Espanha é um dos países do reggae e do soul atualmente, Red Soul Community é a prova que os ibéricos não estão para brincadeira.

Rebeldes do soul

teenagers2Nos últimos dez anos, a soul music foi redescoberta por uma série de artistas e produtores que deram não só uma nova visão para o estilo, como apresentaram para as novas gerações ávidas por novidades. Apesar do abunde de produções que surgiram, foram poucos os que conseguiram atingir o objetivo de continuar o legado dos grandes mestres dos anos 60 e 70. Neste mesmo periodo, a globalização de estilos e comportamentos permitiu que lugares até então virgens, começassem a ter suas primeiras bandas influenciadas pela música negra.

A Espanha é um destes lugares e é dali que vem uma das boas novidades em matéria de soul nos últimos tempos, Al Supersonic & The Teenagers. O grupo lançou no mês passado seu disco de estréia, “Not too young”, obra com um arroubo de influências dentro da sonoridade black.

O disco, lançado pela alemã Unique e disponibilizado em vinil e cd mostra um outro lado da soul music que vem ganhando cada vez mais a cabeça dos fãs, o northern soul. A vertente ficou popular nos allnighters do norte da Inglaterra nos anos 70 e se destacava por ser uma versão mais dançante e crua do ritmo. Junto com essa influência, veio a paixão pela música jamaicana de Jackie Mittoo, Ken Boothe e muitos outros reggaemen. Tudo isso está presente neste debut dos espanhóis.

Em “To be young”, faixa inicial, já dá para sentir o que vem pelos quase quarenta minutos: uma produção classuda, metais coesos e os maiores destaques, o vocalista Al Supersonic,-dotado de um inglês macarrônico mas uma voz potente, digna dos grandes cantores de soul- e Vanessa Spin, a pianista que, sem buscar o virtuosismo, emociona e mostra um repertório variado no piano e no orgão Hammond. Com temática romântica em boa parte do disco, faixas lentas como a singela “It must be love” e “Keep on walking”, onde o orgão ganha uma levada reggae e quebra o ritmo uptempo de faixas mais dançantes como “Stand by me”, com vários “uh, uh” e um refrào libertador e “Rumours”, verdadeira pérola da soul music contemporànea, com introdução empolgante e baixo que dita todo o decorrer da cancão.

“Not too young” é essencialmente romântico, mas sem apelar por longas divagações amorosas e clichês irritantes. É doce na medida certa. Por sua curta duração e conter apenas doze faixas, é inevitável depois de sua audição não ter o desejo que o disco fosse mais extenso. Intencional ou não, a estréia de Al Supersonic & The Teenagers mostra rebeldia apontando novos rumos a sonoridade soul.

El sonido de los Teenagers

Percebendo algumas falhas do passado, estamos reescrevendo alguns posts antigos que, apesar do tema ser bom, o que escrevemos nem sempre era. Portanto, gradualmente estaremos atualizando com algumas matérias reescritas.

El sonido de los Teenagers
Original postado em 25/10/08



Uma voz potente e um instrumental trabalhado são emoldurados por uma produção digna de Ian Levine, a lenda do Northern Soul. Despretensão e bagagem são pontos marcantes nessa banda saída do sul espanhol que ganhou o mundo. We’re not a Soul band, we’re just Soul Boys! Conheçam uma das gemas ainda desconhecidas da música atual, a Al Supersonic and The Teenagers.

Soulies callejeros

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Em um mundo onde a imagem conta mais que o som, eles se prezam em contar com o Al Supersonic, um companheiro de obesidade que sempre apresenta um visual icônico e possui um vocal absolutamente anacrônico, na melhor das definições. A tecladista Vanessa Spin domina em absoluto o Hammond, com uma força impressionante em gravações ao vivo em conjunto com a seção rítmica de Javi e Gustavo e os metais classudos de Quirós e McNanaman . Tendo lançado seu álbum de debute em março de 2008, em um 7″ intitulado Waiting for the bus, a banda é sinônimo do gênero na Espanha. Com a produção de Carlo Coupé, o compacto é um verdadeiro item de colecionador.

Há alguns anos na estrada, têm uma bagagem que se repara a quilômetros de distância. Par a par com talentos atuais como Mayer Hawthorne, dão uma lição de música a aspirantes a soulies como Winehouse e Duffy. O grupo conta com um currículo impressionante de participações. Em 2004, foram a banda de apoio de PP Arnold, ex-Ikettes, From The Jam e, mais recentemente, Dean Parrish, a mais aclamada voz do Northern Soul.

Tamanha foi a repercussão da banda que o single esgotou duas semanas antes do show de lançamento do mesmo. A Liquidator, selo e agência de música negra, mesmo antes do lançamento de um LP, já assinou com o grupo e é a atual responsável pelo booking deles. Depois que curtirem as tracks desta post, tiradas com carinho do single, visitem o Myspace deles e se impressionem.

“NOSOTROS NO SOMOS NI HACEMOS SOUL, EL SOUL NOS HACE A NOSOTROS”

Artigo originalmente escrito pelo Morone.
Reescrito pelo R. Darci.