Erasmo sempre manda muitíssimo bem quando canta samba. Acompanhado da Nara Leão então, a coisa fica mais legal ainda. O vídeo acima é um especial de 1980 da época do disco Erasmo Convida. Já este outro aqui, é uma apresentação no Fantástico de 1977, onde eles cantam a linda Meu Ego. Destaque para a bela interpretação de ambos.
Conheça a websérie que parodiou a cena yatch-rock/AOR
Yatch Rock é um mockumentary produzido em 2005 que tirava um sarro da cena yatch-rock/AOR, tema da nossa última mixtape. Não tem muito o que falar, assista e rache o bico. Acima, o primeiro dos doze episódios.
O dancehall em 355 páginas
Um dos principais historiadores do dancehall moderno, Beth Lesser, está com um livro novo, o Rub a Dub Style: The Roots of Modern Dancehall. É o primeiro livro do cara que pode ser baixado grátis, via PDF, pelo site dele. Com capitulos específicos para os melhores artistas e principais tópicos, são mais de 350 páginas que contam tudo dos 70s aos 90s; de como o gênero surgiu e evoluiu.
Não deixe o baile acabar!
Que o Brasil teve uma fase black formidável, disso ninguém duvida. O número de intérpretes e canções que marcaram é grande e a cada momento uma obscuridade é descoberta. Contudo, algo que passa despercebido é o passado de alguns artistas e bandas. Quem imaginaria que o Roupa Nova já foi um grupo soul/funk, e daqueles cheios de boas músicas? Tirando os fãs da banda, ninguém.
O grupo, antes de ganhar o nome que tem hoje, se chamava Os Famks e foi criado no final dos anos 60. No início, ainda sem os integrantes do Roupa Nova, que só foram estar presentes no conjunto em 1975, ano de lançamento do primeiro Lp. Na época, se notabilizou por executar grandes sucessos da black music gringa trazidas pelo lendário DJ Big Boy, embalando vários bailes da noite carioca, que já fervilhava com os sons negros.
Mas foi apenas no segundo disco, lançado três anos após o seu debute, que os Famks mostraram pro que vieram. Com 12 tracks que variam do funk de baixo pesado a melodias com pé no disco e baladas, nota-se também as harmonias que deixaram o grupo de pop-rock conhecido por todo o Brasil. Há também intros inspiradas, como na disco Você tem que ser minha, prato cheio para producers em busca de uma boa batida. Sempre te tratei numa boa tem o clima dos antigos bailes e Herói de um sonho jovem mistura disco com o soul setentista que ainda respirava através de grupos como Temptations e Four Tops. Destaque também para a lenta Labirinto, que abusa dos sintetizadores e tem produção da dupla Linconl Olivetti & Robson Jorge.
A banda acabou no ano seguinte, lançando um compacto simples e mudando de nome para Roupa Nova. Adotaram a pegada musical que todos conhecemos atualmente e bem, o resto da história todos já sabem.
Abaixo, o grupo no programa do saudoso Carlos Imperial, em 78:





