O dancehall em 355 páginas

Um dos principais historiadores do dancehall moderno, Beth Lesser, está com um livro novo, o Rub a Dub Style: The Roots of Modern Dancehall. É o primeiro livro do cara que pode ser baixado grátis, via PDF, pelo site dele. Com capitulos específicos para os melhores artistas e principais tópicos, são mais de 350 páginas que contam tudo dos 70s aos 90s; de como o gênero surgiu e evoluiu.

Não deixe o baile acabar!

Que o Brasil teve uma fase black formidável, disso ninguém duvida. O número de intérpretes e canções que marcaram é grande e a cada momento uma obscuridade é descoberta. Contudo, algo que passa despercebido é o passado de alguns artistas e bandas. Quem imaginaria que o Roupa Nova já foi um grupo soul/funk, e daqueles cheios de boas músicas? Tirando os fãs da banda, ninguém.

O grupo, antes de ganhar o nome que tem hoje, se chamava Os Famks e foi criado no final dos anos 60. No início, ainda sem os integrantes do Roupa Nova, que só foram estar presentes no conjunto em 1975, ano de lançamento do primeiro Lp. Na época, se notabilizou por executar grandes sucessos da black music gringa trazidas pelo lendário DJ Big Boy, embalando vários bailes da noite carioca, que já fervilhava com os sons negros.

Mas foi apenas no segundo disco, lançado três anos após o seu debute, que os Famks mostraram pro que vieram. Com 12 tracks que variam do funk de baixo pesado a melodias com pé no disco e baladas, nota-se também as harmonias que deixaram o grupo de pop-rock conhecido por todo o Brasil. Há também intros inspiradas, como na disco Você tem que ser minha, prato cheio para producers em busca de uma boa batida. Sempre te tratei numa boa tem o clima dos antigos bailes e Herói de um sonho jovem mistura disco com o soul setentista que ainda respirava através de grupos como Temptations e Four Tops. Destaque também para a lenta Labirinto, que abusa dos sintetizadores e tem produção da dupla Linconl Olivetti & Robson Jorge.

A banda acabou no ano seguinte, lançando um compacto simples e mudando de nome para Roupa Nova. Adotaram a pegada musical que todos conhecemos atualmente e bem, o resto da história todos já sabem.

Abaixo, o grupo no programa do saudoso Carlos Imperial, em 78:

10 músicas com Fender Rhodes que você deveria escutar

O Rhodes é um piano que ajudou a moldar o soul, funk e jazz que surgiram na metade da década de 70. Graças a caras como Stevie Wonder, Herbie Hancock e até Marcos Valle, se formos falar do Brasil, o instrumento nascido em 1942 até hoje é sinônimo de música com groove. O pessoal do Roy Ayers Project compilou uma lista comentada com dez músicas imperdíveis que tem o querido Rhodes como ator principal. Clica aqui para ler e escutar.

O soulman Fábio no programa Ensaio

Fábio canta e fala sobre sua carreira no programa exibido em agosto do ano passado. Bom demais ve-lo recebendo o devido reconhecimento, tendo a chance de ser tema de uma das edições do Ensaio. O programa foi dividido em vários pedaços, mas para facilitar, os oito vídeos estão carregados nessa playlist. Mais sobre o Fábio aqui.

Abertura do Fat Albert

Fat Albert and the Cosby Kids foi um desenho animado produzido pelo comediante Bill Cosby. Surgido em um sketch de Cosby, Fat Albert é um garoto obeso e junto com seus amigos esquisitões vive uma série de aventuras pela Filadélfia dos anos 70. A música tema, toda funky, foi produzida pela dupla Ricky Sheldon e Edward Fournier.

Hammond Funk kiwi

Composição própria de Claude Papesch, pianista cego que foi um dos bons nomes do jazz da Nova Zelândia, tendo lançado dois discos. Só para homenagear os All Blacks que estão na final da copa do mundo de rugby.

Love is


Para quem acha que o Herb Alpert é só Tijuana Brass, se enganou feio. Jazz-funk de primeira, do disco Rise, de  1979. Até o Notorious Big sampleou.