
O Coletivo Action desde 2008 tenta acrescentar algo à web brasileira e a cultura caiçara. Publicamos autores da Baixada Santista, região dos criadores do site, Costa e Raphael Morone, criamos design baseado na crítica às idiossincracias do litoral paulista e, mais importante, falamos do que amamos; música de matiz negra. Esse é um dos únicos modos de definir dessa música, que, independentemente do cotidiano, é criada influenciada pelas raízes negras, sejam caribenhas, norte americanas ou africanas.
Os textos têm uma influência direta, mesmo que tímida, do Gonzo jornalismo e de autores que gostamos, como o Czarnobai e o Maddox. A identidade visual remonta ao construtivismo russo e o minimalismo e está sempre se renovando. Atualmente estamos na terceira versão do site, mudando praticamente uma vez por ano, principalmente para melhorar a usabilidade. Além da atuação online e festas como a Casino Matinee e a Pedrada, a palestra no Samba – Semana de Produção Multímidia da Unisanta e exposições nas Mostras de arte contemporânea caiçara.
Enxergamos a internet como algo ilimitado, cuja única limitação é a forma. Esse é um debate desde a criação, já que somos, em geral, prolixos, e, por essa razão, as posts demoravam a sair, assim como achávamos sempre que o texto estava curto. Sem contar que algumas coisas simplesmente pedem só uma notinha. Dessa briga entre mais posts pequenas ou menos e mais longas, pesadas, surgiu o atual layout, que logo na capa casa ambas modalidades. E, sim, nos sentimos gênios por termos pensado nisto.
Em essência, a Action é um lugar de gostos: não se surpreenda se hoje você ver Chico Hamilton e amanhã o Catra. Tudo cabe, já que o bom da vida é gozar.



