O famoso 16 toneladas

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Imagine-se num terreiro de Umbanda. Estranho começar a post desse jeito, ainda mais em uma segunda feira, mas é a sensação que passa quando vemos esta capa de disco do grande Noriel Vilela. “Eis o Ôme”, de 68, é uma verdadeira pérola da música brasileira. Sambas com temas umbandistas e a belíssima voz barítona do cantor.

Com cores quentes no fundo e um Noriel com um jeitão de pai de santo ou alguma entidade, você já entra rapidamente no clima do disco. A capa não tem um visual super trabalhado, mas é icônica e se destaca pela simplicidade. Uma pena que não achamos o restante do encarte do disco.

Sobre a história de Noriel Vilela, é tudo um grande mistério. Surgiu no grupo “Cantores de Ébano” de Nilo Amaro no começo dos anos de 60 e quase no fim da década, lançaria seu único album. Anos depois, morreria e até hoje são parcas as informações acerca de sua vida. Torcemos que o interesse que despertou nos últimos anos renda alguma biografia ou documentário, ele merece. Para terminar essa post, talvez o seu som mais conhecido, e que, curiosamente, não entra nos temas religiosos das suas outras canções.