O Rhodes é um piano que ajudou a moldar o soul, funk e jazz que surgiram na metade da década de 70. Graças a caras como Stevie Wonder, Herbie Hancock e até Marcos Valle, se formos falar do Brasil, o instrumento nascido em 1942 até hoje é sinônimo de música com groove. O pessoal do Roy Ayers Project compilou uma lista comentada com dez músicas imperdíveis que tem o querido Rhodes como ator principal. Clica aqui para ler e escutar.
A Sofrito, que já foi mencionada por aqui, é um projeto dedicado a garimpagem e remix de grooves latinos e africanos. Os caras acabaram de lançar uma mixtape com carimbó e forró elaborada pelo dj e fotógrafo francês Frédéric Thiphagne, atualmente radicado em São Paulo. A compilação faz parte de um diário de viagem que o dj pretende fazer durante sua estadia no país. Fiquem ligados no blog do cara. Abaixo, a mix.
Fábio canta e fala sobre sua carreira no programa exibido em agosto do ano passado. Bom demais ve-lo recebendo o devido reconhecimento, tendo a chance de ser tema de uma das edições do Ensaio. O programa foi dividido em vários pedaços, mas para facilitar, os oito vídeos estão carregados nessa playlist. Mais sobre o Fábio aqui.
O som novo do Zamba Rap Clube, grupo paulistano que já apresentamos por aqui, é a prova de como trabalho duro dá frutos. Notável a evolução deles desde Jogo da vida. O trampo tá mais encorpado e o flow mais solto. Intitulada Brilho no olhar, ganhou clipe e fará parte do EP A Partida, que sai mês que vem. A beat foi feita com primor pelo Gedson Dias e tem como base um solo de flauta que permeia as rimas com temas como insegurança e a correria atrás dos objetivos, sem se preocupar com os reveses da vida.
Nós aqui da Action ainda ficamos imaginando uma versão r&b de Brilho no olhar, com presença da cantora Michele Roland, parceira deles em Jogo da vida. Daria o lado b mais bacana dos últimos tempos. Fica a idéia.
Pequena entrevista com Seu Oswaldo, considerado o primeiro DJ do Brasil e o DJ Paulão, onde contam sobre o cenário musical da época e dos bailes que misturavam big bands americanas e samba, dando origem ao que conhecemos por samba-rock.
Um dos grandes do r&b e sua nova mais nova música, Share my love. Pegada disco e o mesmo punch vocal dos 90′s. O disco intitulado Write me back sairá em maio. Promete!
A Palenque Records é um selo criado em Paris, mas com o coração na Colômbia. Com foco nas sonoridades negras do país sulamericano, o projeto completa quinze anos de existência este ano, e busca não só cavocar o passado, mas a descoberta de novos talentos e produção audiovisual.
No currículo da label, o resgate da champeta criolla, ritmo nascido nas periferias de Cartagena e documentado na produçãoLos Reyes Criollos de la Champeta. Músicos esquecidos como o mestre do tambor afro-colombiano Paulino Salgado “Batata” tiveram seus trampos lançados, ajudando a perpetuar suas obras paras novas audiências.
No site da Palenque tem sempre novidades do catálogo que aumenta a cada dia. Para quem desembarca por lá sem saber muito sobre, tem uma série de vídeos, aúdios e textos disponíveis logo de cara. E para quem acha quem acha que o trabalho deles para por aí, a incansável equipe liderada por Lucas Silva já tem vários lançamentos engatilhados para 2012. Nós aqui estamos ansiosos.
Criado pelo estúdio chileno de mesmo nome, o Yey tem elementos arredondados e um estilo que lembra bastante figuras totêmicas e de antigos robôs sci-fi. Bem bacana. Pedidos podem ser feitos no site dos autores.
Old soul é o projeto do producer americano L’Orange com samples de canções da lendária cantora e compositora de jazz. Beats de rap limpas com uma pegada ambient music. O disco pode ser baixado 0800 aqui.
Doc bacana sobre Thomas Baggerman e seu trio de gypsy jazz. O estilo, criado pelo grande Django Reinhardt, até hoje inspira músicos do mundo inteiro. O interessante da pequena produção é que você vai aprendendo sobre o gypsy jazz através de cada declaração feita com paixão pelos músicos. Recomendo visitar o Gypsy Jazz Diaries, blog do frontman, onde além de notícias sobre o trio, rola muita informação.
Um dos grandes nomes do mambo e do bolero, o cubano Benny Moré, em imagens raras de sua vida. De apresentações em badaladas casas ao dia dia na capital Havana.
Se já não bastava a perda do jamaicano King Stitt ontem, é com tristeza que chega também a notícia da morte de Don Cornelius. O eterno apresentador do Soul Train, programa ícone da cultura pop setentista, foi um dos maiores responsáveis por alavancar o soul, funk, disco e até o rap, mesmo que este último, a contra gosto seu. Até então, era só através das rádios e revistas que estas sonoridades tinham espaço. Ao colocar a música, dança e roupas em evidência na TV, Cornelius ajudou a influenciar gerações e mais gerações de jovens, que viam nos ídolos e nos irreverentes dançarinos, modelos a seguir.
Não adianta eu ficar falando muito sobre sua história e importância. É mais do que recomendável você assistir o excelente Soul Train: The Hippest Trip in America, que mostra o legado deixado por Cornelius.
Na nossa antiga mixtape de boogie, já havíamos inserido uma track do Mallandro, mas Debaixo do seu nariz, pertencente ao disco do programa Clube da Criança da Xuxa, também merece destaque. Nela, o eterno Mallandrovski canta sobre rodar pião, jogar bola gude e brincar de esconde-esconde depois de velho. Impagável.
O mestre Cesar Camargo Mariano mandando um synth-funk num Yamaha Dx7 no seu programa Um Toque de Classe, voltado para música instrumental na extinta Tv Manchete.
Documentário dividido em sete partes sobre a cantora Anita O’Day. Da época das big bands nos 30 e 40, cantou na banda do grande baterista Gene Krupa, um dos maiores da história. Anita era de personalidade forte, diferente das cantoras na época, rejeitando estereótipos associados as mulheres envolvidas com música. Chegou a receber o apelido de Jezabel do Jazz, em referência a princesa fenícia.
Neste link, uma playlist já carregada para facilitar a visualização. Recomendo demais que assistam, não só pela história da cantora, mas pelo período que o jazz passava. No vídeo acima, a histórica apresentação no New Port Jazz Festival em 1958, para deixar os leitores na vontade.