Bom demais o som do Coletivo Dinamite de Belo Horizonte. Juntos desde 2006, lançaram um ótimo EP no ano passado, que inclusive, está disponível pra download gratuíto no site deles. Rap com levada oldschool e flertes com soul e funk como em Eu vou lá e Maicou. As rimas são certeiras e abordam desde política até o cotidiano da capital mineira e cidades limitrofes. Acima, o clipe bonitão de Tá na cabeça.
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O santista Plínio Marcos falando a real sobre a AIDS
De 1988, o vídeo mostra o saudoso dramaturgo inspirado no texto que pode ser lido aqui. O intuito era exibi-lo no Carandiru e foi uma produção da Tv Cultura com agência Adag. A ligação do santista com a questão da AIDS não foi um caso isolado, tanto que no mesmo ano, produziu a peça A mancha roxa, sobre portadoras do vírus que estão presas. Não tem muito a ver com o conteúdo postado normalmente na Action, mas somos fãs do Plínio, ele é de Santos, nossa terra querida e fez o maravilhoso disco Plinio Marcos em prosa e samba, que pode ser ouvido aqui e aqui.
O garage soul LUSTROSO de JC Brooks & The Uptown Sound
Este disco do JC Brooks & The Uptown Sound é uma das coisas mais bacanas que apareceu nos últimos anos e um refresh na cena black de Chicago, tão tradicional em produzir coisa boa. A banda define o som como post-punk-soul. Não temos a menor idéia do que isto significa na prática, mas entendemos que eles pegam um pouco do garage soul de bandas como Detroit Cobras e Dirtbombs e dão uma POLIDA, tirando sujeira e colocando mais soul. Ou seja, o bagulho é bom. Howl já está a venda, mas eles já possuem dois discos anteriores legalzões. Corram atrás de tudo!
A lenda argentina Litto Nebbia e a homenagem para Jorge Amado e Milton Nascimento
Litto Nebbia é uma das instituições da música argentina, a começar por ser fundador do Los Gatos, banda que com o hit La Balsa, de 67, colocou a pedra fundamental do rock no país. Como dizia Charly Garcia, sem ele, não existiria o próprio Charly, Spinetta e tudo o que veio depois. Nebbia gravou discos sensacionais na década de 70, já em carreira solo, com uma pegada jazz fusion e progressiva, com momentos lindos de improvisação. Mas aquele que passar despercebido por sua vasta discografia, não irá perceber as homenagens que ele fez no LP de 76. Primeiro, o título da produção, Bazar de los milagros, referência a obra de Jorge Amado. Depois, a faixa Bituca, instrumental e referência ao apelido carinhoso de Milton Nascimento. A canção-homenagem, aliás, coincidentemente reflete a fase cada vez mais jazz que o músico criado nas Minas Gerais mergulhava e que culminaria com parcerias importantes com artistas como Wayne Shorter. O argentino ainda evocaria o Brasil novamente alguns anos depois com o álbum En Brasil, aqui y ahora, repleto de canções de autores nacionais e participações de Hélio Delmiro e Marcio Montarroyos.
Apagando o racismo da linguagem no Uruguai
A campanha Borremos el racismo del lenguaje foi criada pela Casa de la Cultura Afrouruguaya e conta com várias personalidades da área cultural e política do país. A idéia é reunir assinaturas no site da iniciativa e enviar tudo isto para a Real Academia Española, para que elimine expressões como Trabalhar como um negro, que constam em seus dicionários e fazem parte do vocabulário de muitos no Uruguai. Em muitos casos, a pessoa fala sem a intenção de dano, não tendo a menor ideia do que está causando. Num país com população de maioria branca, a discriminação com os negros é frequente e fica a nossa torcida que esta seja a primeira de muitas outras ações para que a sociedade local reflita e busque medidas para erradicar o racismo em todas as suas formas. Acompanhe mais da campanha na página do Facebook, constantemente atualizada. E que sirva de exemplo aqui no Brasil, em que adoram alegar que não existe racismo.
O reggae da campanha pelo NÃO no Plebiscito chileno de 88
E esse reggae oitentão da campanha pelo NÃO, no Plebiscito de 1988 realizado no Chile? Com participação da família Parra, de extensa trajetória nas artes de lá. Pra ficar cantarolando o dia todo.
Cartón, cumbia y amor da Propria Cartonera
O fenômeno das editoras artesanais cartoneras nos fascina, desde a questão social que envolve a compra do papelão de catadores até a pintura das capas feitas com este material. Entre nossas favoritas está a La Propria Cartonera, de La Teja, bairro de Montevidéu, Uruguai. Sob o sacadíssimo lema Cartón, cumbia y amor, eles realizam os saraus mais legais que eu já vi e publicam autores de várias partes da América Latina. Acima, um documentário onde eles contam a história da editora que funciona dentro de um BAR, gentilmente cedido pelo dono. No site deles, além do catálogo, postam notícias sobre eventos e lançamentos e nesta foto, um pouco do trabalho na pintura das capas. Se você se interessou mais pelo assunto das cartoneras, o amigo Alessandro Atanes da Revista Pausa escreve muito sobre o assunto e disponibilizou uma galeria com capas de várias editoras.
O boogie batucado do Milton
Galhera lembra do Milton Nascimento apenas pelo Clube da Esquina, mas esquece de grandes sons como Rádio Experiência, do disco Encontros e Despedidas, de 85. Aliás, este álbum é cheio das pérolas, Bituca tava inspirado!
Especial – Jogos de tabuleiro supimpas da Argentina
Somos entusiastas por jogos de tabuleiro e quando aparece alguma novidade, ficamos como pinto no lixo. Uma destas boas novidades é a argentina Maldón, marca especializada em juguetes de mesa, como eles dizem por lá. Na ativa há alguns anos, possuem desde a linha para molecadinha mais nova até os feitos especificamente para empresas. Todos fabricados com um zelo e capricho tremendos, com destaque para as ilustrações, todas por quadrinistas argentinos bueníssimos. A série principal da Maldón é composta por El Melómano, voltado a música cantada em espanhol e com arte de Max Aguirre, El Memorioso, velho jogo de listar palavras em tempo determinado, este com ilustrações de Tute e os que mais nos cativaram: El Erudito e El Switcher.
Pra começar, El Erudito foi todo desenhado pelo cara das tirinhas mais bacanas e possivelmente o mais sanguebom também, o Liniers. O objetivo neste é responder perguntas de conhecimentos gerais enquanto aposta grana do jogo. Quanto mais acertos, mais dinheiro para adquirir as moedas El Erudito, o ítem mais valioso. Juntando cinco delas, cê ganha. É claro, durante a contenda, há vários meios de ferrar e ser ferrado, como as cartas da sorte, onde o jogador, depois de cair em uma casa com a letra S, pega uma destas e ali seu destino e/ou dos adversários é traçado. Quem compra esta belezura, recebe o tabuleiro, dados, fichas de jogo, as moedas, cartas da sorte, o dinheiro e mais de mil perguntas para serem utilizadas. Pelo número destas, dá pra ver que o replay da jogatina é alto.
Já El Switcher, lançamento mais recente da empresa, tem arte do quadrinista e ilustrador Decur, alias do rosarino Guillermo Decurgez, famoso pelos trabalhos hermosos pra Revista Fierro. É o mais estratégico e CABULOSO da linha, a começar pelo visual lindão, com desenhos surrealistas do artista. Vence quem usar todas as cartas de figura de sua mão fazendo as formações exigidas em cada uma delas. Estas formações são feitas através de cartas de deslocamento, que permitem o jogador mover as 36 fichas de gavetas coloridas dispostas no tabuleiro. Para impedir o avanço de cada um, é permitido meter o bedelho nas formações alheias, bloqueando-as por um certo tempo e deixando tudo ainda mais divertido.
Pra finalizar, a parte importante, como conseguir estas jóias. O lugar mais indicado para adquiri-los sem dúvida alguma é o site da empresa. Vale lembrar que, por ter sido lançado recentemente, El Switcher não consta no estoque, portanto, recomenda-se entrar em contato com eles, que são bastante solícitos. Agora, se vocês estiverem de boa por Buenos Aires, custa nada dar uma passada na Casa Zanzi, que além do repertório de jogos de tabuleiro, tem outros tipos de juguetes tradicionais. E é claro, não deixe de apoiar as marcas aqui do nosso país também, como a Galápagos. Bom, deixemos de conversa fiada e bora jogar, né?
A parceria Chic + Johnny Mathis que nunca foi lançada
Mas que boogie dos bons essa produção do Nile Rodgers e Bernard Edwards do Chic para o Johnny Mathis! É do disco que seria lançado em 81, mas nunca foi as lojas. Mais infos no ótimo Chic Tribute.
Via Wax Poetics








