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4 de junho de 2013

A conclusão da Action

Não sabemos se tá valendo mais a pena manter o site. Como em outubro a Action fará cinco anos, a chance de encerrar por aqui com este número bonitinho recém completado é tentador. Quem sabe a gente volte este mês ou no segundo semestre ou nem voltemos. A real é que pra ambos deu uma esgotada e cada um tá com a cabeça voltada pra seus assuntos pessoais, como trabalho no caso do Rui e retiro espiritual em DUCKBURG, no meu caso(Morone). Eu, particularmente, estou sem energia nenhuma pra tocar o SOULBONDE em carreira solo e se é pra fazer sem o tesão de outrora, é melhor não fazer, certo? Nestes últimos tempos, tentei dar o meu melhor, como a recente mixtape, que talvez seja a coisa mais importante que fizemos pelo trampo que foi, juntamente com a participação no Varal do Design.  A Action é como metade do meu coração e não vai sair do ar, a não ser que paremos de pagar o servidor, hehe. Quem ainda visita o site com frequência, espero que entenda.

Inspirado no menino NEY: obrigado aos verdadeiros leitores da Action, que nunca deixaram de entrar no site mesmo nos momentos mais tediosos por aqui. Se não fossem vocês, certamente teríamos ido pro saco faz tempo.

3 de junho de 2013

Cumbia de los trapos, a cumbia das hinchadas del futbol de barrio

Genial demais essa cumbia do grupo argentino Yerba Brava. Define bem o espírito de time de bairro das equipes uruguaias e argentinas. Como gostamos do Club Atlético Progreso, equipe oriunda do bairro do pessoal do La Teja Pride e da La Propria Cartonera, postamos a música acompanhada de fotos do clube.  Aliás, trapo, na cultura futebolística sulamericana, são as bandeiras feitas de jeito mambembe pelos seguidores do clube, sempre com frases bem sacadas incentivando a ESQUADRA. Agora, se liguem na letra:

Viene el fin de semana
todos a la cancha vamos a ir
esta todo preparado
el bombo y el trapo para salir
al equipo que tiene mas aguante
lo llevo dentro del corazón
saltando, cantando,
prendidos a los trapos
dejamos el alma …
en el tablon

Borracho yo voy cantando
con mis amigos voy festejando
un triunfo mas
loco, soy por mi trapo
te sigo a muerte por donde vas
por que la vuelta queremos dar,
queremos dar…

3 de junho de 2013

Estamos tão por fora que nem nos ligamos que tem disco novo do Mayer Hawthorne no forno

Andamos numa fase tão forte com a América Latina, postando basicamente conteúdo dos países vizinhos, que passou despercebido que o Mayer Hawthorne tá pra lançar disco novo e inclusive já divulgou música, trailer e tracklist do álbum que se chamará Where Does This Door Go e sai no dia 16 de julho. Sobre a faixa divulgada, Her Favorite Song, que por um acaso, é esta que embedamos nesta post, é uma mistura maluca de yatch-rock com beats de rap. Achamos bem sacado, mas ainda preferimos a música título do LP, que toca no trailer. E você, o que achou?

28 de maio de 2013

Pintora argentina negra é constantemente confundida com brasileira

Quando as pessoas olham minha pintura, dizem, “isto é afrobrasileiro, porque eu vi no Brasil…”. Então eu respondo: não, isto é candombe afroargentino. Estas são negras argentinas.

O restante da entrevista com a artista você vê na EXCELENTE Revista Quilombo, que fala da atualidade afro na Argentina.

23 de maio de 2013

Virada Legal, Ilegal e bate papo gostosinho com a gente no Sesc no fim de semana

Este final de semana promete aqui na Baixada Santista, com uma cacetada de coisa legal pra fazer. Pra esquentar os motores, na sexta já rola um ESQUENTA no Allegra Café com os djs da Futufráfica e o convidado Lucho Canez, de Brasília. No dia seguinte, as 16h, no Sesc Santos, faremos um bate papo sobre a Busca da identidade santista em tempos modernos. Já comentamos do acontecimento por aqui, mas esquecemos de citar que os convidados serão Alessandro Atanes, que acaba de lançar o sensacional livro Esquinas do Mundo – Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos, Ciro Hamen, diretor do premiado curta Meninos da Fila, sobre a geração de torcedores do Santos FC que cresceu em tempos escassos de títulos e o Maurão, pioneiro do reggae e dub na Baixada Santista e um dos caras por trás da Futuráfrica. O bate papo acontece dentro do Varal do Design, uma mostra de cartazes sobre a cidade, que além da exposição, tem feito várias palestras e conversas. Para participar, inscreva-se pelo mostra@varaldodesign.com.br.

Mais tarde, ainda no dia 25, começa mais uma Virada Ilegal promovida pelo amigo Lufer e o coletivo Futuráfrica. Acontecendo paralelamente a Virada Cultural promovida pela Governo do Estado, a iniciativa trará não só atrações musicais, mas exposições, teatro, cinema e dança, aumentando o repertório sempre bacanudo trazido ano a ano. Vale ressaltar que além destas novidades, o evento será em dois dos espaços mais interessantes que apareceram na cidade nos últimos tempos, a Vila do Teatro e o Teatro Aberto, ambos ao lado da rodoviária, na Praça dos Andradas. A ampla programação você pode checar aqui, aqui e aqui.

Pra terminar, o que a gente incentiva é que prestigiem a Virada Cultural ~oficial~ também. Além de Gilberto Gil e Jair Rodrigues, teremos artistas incríveis como o maestro Arthur Verocai, Virginia Rosa e Zalon, que tocava com a Amy Winehouse. Ou seja, tem muita coisa boa, legal e ~ilegalmente~. Então, bora aproveitar, né?

22 de maio de 2013

Rap-soul-funk belo-horizontino com o Coletivo Dinamite

Bom demais o som do Coletivo Dinamite de Belo Horizonte. Juntos desde 2006, lançaram um ótimo EP no ano passado, que inclusive, está disponível pra download gratuíto no site deles. Rap com levada oldschool e flertes com soul e funk como em Eu vou lá e Maicou. As rimas são certeiras e abordam desde política até o cotidiano da capital mineira e cidades limitrofes. Acima, o clipe bonitão de Tá na cabeça.

22 de maio de 2013

O santista Plínio Marcos falando a real sobre a AIDS

De 1988, o vídeo mostra o saudoso dramaturgo inspirado no texto que pode ser lido aqui. O intuito era exibi-lo no Carandiru e foi uma produção da  Tv Cultura com agência Adag. A ligação do santista com a questão da AIDS não foi um caso isolado, tanto que no mesmo ano, produziu a peça A mancha roxa, sobre portadoras do vírus que estão presas. Não tem muito a ver com o conteúdo postado normalmente na Action, mas somos fãs do Plínio, ele é de Santos, nossa terra querida e fez o maravilhoso disco Plinio Marcos em prosa e samba, que pode ser ouvido aqui e aqui.

21 de maio de 2013

O garage soul LUSTROSO de JC Brooks & The Uptown Sound

Este disco do JC Brooks & The Uptown Sound é uma das coisas mais bacanas que apareceu nos últimos anos e um refresh na cena black de Chicago, tão tradicional em produzir coisa boa. A banda define o som como post-punk-soul. Não temos a menor idéia do que isto significa na prática, mas entendemos que eles pegam um pouco do garage soul de bandas como Detroit Cobras e Dirtbombs e dão uma POLIDA, tirando sujeira e colocando mais soul. Ou seja, o bagulho é bom. Howl já está a venda, mas eles já possuem dois discos anteriores legalzões. Corram atrás de tudo!

21 de maio de 2013

A lenda argentina Litto Nebbia e a homenagem para Jorge Amado e Milton Nascimento

Litto Nebbia é uma das instituições da música argentina, a começar por ser fundador do Los Gatos, banda que com o hit La Balsa, de 67, colocou a pedra fundamental do rock no país. Como dizia Charly Garcia, sem ele, não existiria o próprio Charly, Spinetta e tudo o que veio depois. Nebbia gravou discos sensacionais na década de 70, já em carreira solo, com uma pegada jazz fusion e progressiva, com momentos lindos de improvisação. Mas aquele que passar despercebido por sua vasta discografia, não irá perceber as homenagens que ele fez no LP de 76. Primeiro, o título da produção, Bazar de los milagros, referência a obra de Jorge Amado. Depois, a faixa Bituca, instrumental e referência ao apelido carinhoso de Milton Nascimento. A canção-homenagem, aliás, coincidentemente reflete a fase cada vez mais jazz que o músico criado nas Minas Gerais mergulhava e que culminaria com parcerias importantes com artistas como Wayne Shorter. O argentino ainda evocaria o Brasil novamente alguns anos depois com o álbum En Brasil, aqui y ahora, repleto de canções de autores nacionais e participações de Hélio Delmiro e Marcio Montarroyos.

21 de maio de 2013

Apagando o racismo da linguagem no Uruguai

A campanha Borremos el racismo del lenguaje foi criada pela Casa de la Cultura Afrouruguaya e conta com várias personalidades da área cultural e política do país. A idéia é reunir assinaturas no site da iniciativa e enviar tudo isto para a Real Academia Española, para que elimine expressões como Trabalhar como um negro, que constam em seus dicionários e fazem parte do vocabulário de muitos no Uruguai. Em muitos casos, a pessoa fala sem a intenção de dano, não tendo a menor ideia do que está causando. Num país com população de maioria branca, a discriminação com os negros é frequente e fica a nossa torcida que esta seja a primeira de muitas outras ações para que a sociedade local reflita e busque medidas para erradicar o racismo em todas as suas formas. Acompanhe mais da campanha na página do Facebook, constantemente atualizada. E que sirva de exemplo aqui no Brasil, em que adoram alegar que não existe racismo.

18 de maio de 2013

Cartón, cumbia y amor da Propria Cartonera

O fenômeno das editoras artesanais cartoneras nos fascina, desde a questão social que envolve a compra do papelão de catadores até a pintura das capas feitas com este material. Entre nossas favoritas está a La Propria Cartonera, de La Teja, bairro de Montevidéu, Uruguai. Sob o sacadíssimo lema Cartón, cumbia y amor, eles realizam os saraus mais legais que eu já vi e publicam autores de várias partes da América Latina. Acima, um documentário onde eles contam a história da editora que funciona dentro de um BAR, gentilmente cedido pelo dono. No site deles, além do catálogo, postam notícias sobre eventos e lançamentos e nesta foto, um pouco do trabalho na pintura das capas. Se você se interessou mais pelo assunto das cartoneras, o amigo Alessandro Atanes da Revista Pausa escreve muito sobre o assunto e disponibilizou uma galeria com capas de várias editoras.

29 de abril de 2013

Aloha Got Soul lança coletânea que conta história da cena black havaiana

O amigo Roger Bong, do Aloha Got Soul, que há tempos atrás havíamos entrevistado e feito uma mixtape, lançou o tão esperado Hawaiian Salt, uma coletânea definitiva com o melhor do soul, funk e jazz do Havaí. O projeto tá disponível gratuitamente para download, mas o que nós recomendamos é adquirir a cópia física, já que acompanha uma sensacional camiseta, fruto da parceria com a marca de roupas local Fitted. Corre lá!

22 de abril de 2013

Documentário registra dia dia de músicos em vilarejo histórico na Colômbia

O vilarejo de San Basilio de Palenque, perto da histórica Cartagena, é símbolo da cultura africana no país. E agora, cenário de Jende Ri Palenge(Pessoas de Palenque), documentário que mostra a implementação de um estúdio na região através da trajetória de três músicos locais. Além da questão sonora, a produção é ótimo registro deste pequeno tesouro que é Palenque, lugar de cultura única e que difere bastante do restante da Colômbia. Aos interessados, o filme vem ainda acompanhado por uma sensacional coletânea e já está a venda no site da Souljazz.